sábado, 21 de janeiro de 2012

 Anjo Invisível                
Anjo errático na multidão
Genoma invisível dos anjos
Um rosto largo e simpático
Olhos tristes, cara pensativa
Cabelo encaracolado avermelhado
Nem alto nem baixo apenas anjo
Uma versão masculina feminina
Uma visão roubada de um sonho
Figura alada caída dos céus
Asas raspando á superfície terra
Anjo algo em mim, asas voo de mim
Dias suaves sem nuvens nem ventos
Reticulas de luz nas cidades e ruas
Anjos das ruas... Asas nas cidades
Anônimo que tinha cor da infância
Anjo invisível mais respirando
Respirando e pensando alto
Pensando e sentindo a vida
Vida vezes sem conta intensa
Os muitos céus acima de mim

Maria José Salles Callado / 10.06.10

Meu Eu mais Eu


Hoje sou, muito mais do  que ontem
E equívocos mandam sonhos embora
Hoje sou, permito escutar e duvidar
E o que mais posso dizer? Palavras...
Hoje sou, meio inteira, meio partida
E sou, recomeço da volta terra firme
Hoje sou, integração meu eu mais eu
E chego, e penso na virada dos ventos
Hoje sou, tempestade vento norte e sul
E sou, extensão de areia, pisada de mar

Mancha branca deixada pelo sal nas ondas
Hoje sou, areia marcada de algas e conchas
Eu sou, grande caís, barco e ancoradouro...


Maria Jose Salles Callado / 23.09.07

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estação Vida

Vida estrela suspensa no azul
Amizade estação de terra batida
Dia que cheirava ao quente verão
Céu descendo às esquinas das ruas
Rua encontro e termino dos caminhos
Vento... Brisa... Chuva... Tempestades
Luzes vermelhas e faiscantes... Flashes
Nuvens de verão, borboletas de inverno
Casa cada tijolo da parede mais um dia
Um pote de geléia com flores do campo
Caixote dourado dos vínculos do outono
Caminho fundo branco da rua do inverno
Primavera, as abelhas trabalhando flores
Estação... Do silêncio brotar, e florescer
Explosão colorida, primavera das flores
Vida... Fantasia da flor, do sempre florir

Maria José Salles Callado / 09.09.09

sábado, 7 de janeiro de 2012

Pedras Respiradas
Desço degraus que me levam até o cais
Com a brisa que cola meu jeans ao corpo
Polegares no bolso, apoiada no parapeito
Cabeça inclinada para trás, e para o lado
Ergo os óculos de sol... até a minha testa
Observo: amontoado de casarios brancos
Vilas construções cor de sorvete de coco
Paredes lixadas pelas marés, orifícios de
pedras mornas...  respiradas pelas ondas
Um pequeno café fustigado pelos ventos
lugar com varanda, com vista para o mar
Mistério de distâncias... quase imprecisas
Cores primárias, grandes-angulares, mares
Desembarco no último raio de sol da tarde
Digressão simplesmente:- i-na-cre-di-tá-vel
Porque nós somos... nós. “Somos parênteses”
Pontos de interrogação... Pontos de exclamação
Carpe diem, dias onde vivemos, vêm nos acordar
  
Maria José Salles Callado / 07.01.12